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Blog de Mestrado em Design, PPDESDI / ESDI, Wallace Vianna

Arquivo de Setembro de 2007

Palestra Design e Cultura

Dia 10/09/2007, segunda-feira, às 18 horas, aconteceu a palestra do prof. Kun-Pyo Lee (coreano), que foi colega do prof. Saboya na época em que estudou no Institute of Design do IIT. Ele completou o mestrado lá e fez o doutorado no Japão; o tema da palestra foi a respeito de “Design e Cultura”. Foi bem interessante, apesar de não traduzida (como é tradição com os palestrantes estrangeiros na ESDI, foi na língua nativa, no caso, inglês com sotaque coreano) pois de certa forma complementou um pouco do pensamento que Saboya abordou na sua palestra para nós, no semestre passado.

A palestra foi longa no sentido de ter muita informação, o que dificulta até fazer um resumo. Dentre os muitos conceitos abordados estava o de que o design saiu do estágio tecnológico, já passou pelo projeto centrado no usuário e agora se volta para questões sensoriais, sociais, culturais e étnicas. Alguns exemplos dessa filosofia foram propostas de produtos que simulam procedimentos “analógicos” no meio digital - uma caneta que permite escrever na mesa para redigir um email no computador; esse email, ao ser lido é “projetado” a partir da caneta do destinatário, em qualquer superfície.

O objetivo do palestrante pareceu ser mostrar que o design pode se ocupar de questões mais sofisticadas do que apenas “forma e função” - emoção e valores culturais, por exemplo.

Um vídeo que foi exibido na palestra e que ilustrou esse “pensamento social” é o famoso “se o mundo fosse uma vila com 100 pessoas” que pode ser visto em vários sites na web como o miniature-earth:
Link1 (home page)
Link2 (link direto)

Fotos de Beto Lima:

Set598 01 - Palestra design e cultura1

Set599 01 - Palestra Design e cultura2

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Deliberações no mestrado

Caros, a Flavia, aproveitando sugestão da profª. Lucy, sugeriu que a turma tivesse um representante de turma, além de um grupo de discussão para troca de mensagens e arquivos.
Como já havia feito uma pesquisa informal com os nossos antecessores, descobri que os mestrandos ESDIanos não estão muito inclinados a ter um grupo de discussões sobre o mestrado e sim “prestação de serviços” como resumo de aulas, calendário de eventos e compartilhamento de arquivos. Os grupos criados foram abandonados pelos seus fundadores, e estes elogiaram muito a idéia deste blog :) .

Estou colocando aqui uma enquete sobre a criação da lista de e-mail (ou grupo de discussão). Desabilite seu bloqueador de pop-ups e clique aqui para abrir a enquete.

Quem quiser se candidatar a representante ou suplente, votar em alguém, ou dar sua opinião sobre esta idéia, poste seu comentário aqui.

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Fragmentação da informação e copyright

Quando ví esse vídeo me lembrei das aulas do prof. Jorge Lúcio (semestre pasado), onde eu abordei o tema “a imagem na internet” e onde se discutiu o conceito de fragmentação da imagem/informação que tanto “condensa” como gera novas informações.

Conceitos que podem parecer abstratos, mas o primeiro - o condensar da informação - é facilmente compreensível (não, não vou usar o termo compreensibilidade; colocar habilidade no final de tudo é um neologismo que eu questiono fortemente) ao ver/assistir a MTV: um video-clipe contém a mesma gama de informação de um longa-metragem.

Agora, a fragmentação pode ser compreendida neste vídeo sobre copyright (que acaba sendo um vídeo sobre copyleft):

Para quem não tem inglês fluente, o vídeo, feito de pedaços de filmes da Disney, discute o “fair use” - uso lícito - de cópias de trabalhos protegidos por direito autoral, para fins educativos, informativos ou de paródia. Esse conceito não existe em países de lingua portuguesa, mas rola nos EUA, p.ex., embora a Disney seja radicalmente contrária por motivos financeiros. O que é uma bobagem, pois já existem maneiras de ganhar dinheiro com distribuição de conteúdo digital, mas isso é assunto para outro post…

Assista o vídeo que é mais legal.

Essa foi a versão mais “completa” que achei na web, mas quem tiver banda larga para achar o vídeo completo, poste o endereço aqui.

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Email ESDI

Serviço de utilidade acadêmica:
se você
- tem login e senha para acessar a intranet da ESDI (sala de computadores)
- deseja separar seus emails pessoais dos “acadêmicos”
você tem acesso a uma conta de email no site da ESDI:

http://www.esdi.uerj.br/webmail

Mas se você deseja um serviços de agenda de contatos, compromissos e semelhantes (como um OutLook na web) gratuitos você pode acessar

http://www.esdi.uerj.br/horde

e entrar com o mesmo login e senha cadastrados.

O HORDE é um serviço de email gratuito implementado na ESDI (mas você pode colocar no seu site se quiser, basta baixar, personalizar e enviar para o seu dominio). Não é tão cheio de recursos como o MSOutLook mas dá pra usar, é simples não requer grandes treinamentos.

Bom trabalho e bom uso (não vão fazer SPAM, né galera).

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Acessibilidade web

Para os projetistas de internet (webdesigners?), um vídeo sobre acessibilidade na internet, no videolog do UOL.
Vou postar link na seção Links úteis.

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Off-topic / saindo do tema: Metaconhecimento

Assistindo a última aula do prof. Vicente me veio a mente o conceito de metaconhecimento - ou conhecimento próprio - colocado por Ricardo Cunha numa aula anterior, do prof. Monat. Vicente, assim com o prof.Wandyr, Jorge Lúcio e outros, lecionam conteúdo que, ao contrário de matérias de outros professores (Monat, Sydney, Guilherme) só tem aplicação “prática” numa tese se o tema for diretamente relacionado (inovação, gerência de projetos, comunicação visual).
Assim sendo, qualquer matéria que fuja do tema de sua tese - com exceção das obrigatórias como Metodologia Científica - é um metaconhecimento, um conhecimento só materializável ao transportar para sua área de atuação profissional.

Vicente, na última aula, ao falar que a indústria brasileira tem características do setor de serviços (não inova em produtos próprios, mas presta serviços a terceiros sob forma de projetos que lhe são entregues, prontos) me alertou para o fato de que inovação não está apenas na indústria, no serviço ou comércio, está inclusive no funcionário, no prestador de serviço. O ser humano que não traz inovação em sí não irá colocar isso no seu trabalho, e portanto será como a indústria brasileira - reproduz necessidades antigas, sem gerar conhecimento, inovação, competitividade.

E é fácil entender esse conceito: o comunicador visual de mídia impressa hoje lida com outras mídias (CD-ROM, web, vídeo, animacao) tendo que ampliar seu leque de conhecimentos. Mesmo que permaneça na sua área de formação original terá de inovar conhecendo novos processos de impressão (water-flake, impressão em superfícies irregulares, direct-to-plate, etc). Ou seja, inovação é a condição mínima para se atuar no mercado.

Assim sendo, entender o processo de inovação tecnológica acaba sendo útil para entender como inovar dentro de nossas profissões. Esse transporte de saber acaba sendo um conhecimento próprio (metaconhecimento) pois as lições que eu tiro neste mestrado para aplicar na área de web serão distintas das conclusões de Bruno Batella (design ferro/metrôviário) ou Adriana (design cinematográfico), p.ex.

Bom, escreví muito, esse post merecia uma meta-ilustração do Ricardo Cunha!
No próximo colocarei texto mais ilustrado…

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Técnicas de pesquisa - Conclaves

Nesta última aula a turma se reuniu (só faltou a Flávia, Filipe e Raphael) como no semestre passado, nas aulas do prof. Monat.
Já está na seção Downloads o texto do prof. Sydney sobre Técnicas de Conclaves.
Até semana que vem -

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