Arquivo de Janeiro de 2008
Defesa Revista Kosmos
22.01.2008, PPDESDI, 14h
A tese “Kósmos, um resgate para a história do design gráfico brasileiro” de Rita de Cássia da C. Alcantara procurou analisar a revista Kosmos (1904 a 1909), resgatando a história do design gráfico brasileiro.
A revista foi editada por Jorge Schmidt, com textos de Olavo Bilac e ilustrações de caricaturistas e ilustradores famosos da época como K.Lixto. Sendo uma revista de alta qualidade, tanto na impressão quanto nos textos, ela ganhou prêmios no exterior como na Expo Universalis, exposição de artes gráficas que ocorria no primeiro mundo (St.Louis, EUA; Milão, Itália).
O requinte da revista se fazia notar em detalhes como o uso de vinhetas da Fundidora Francesa Deberny, e nos diversos tipos de ornamento (aplicados em texto, ilustrações e fotos).
A análise foi útil para compreender como se estrutura um projeto gráfico de uma publicação semanal (revista) onde cada elemento pode ter diversas sub-divisões ou variações.
A banca avaliadora foi composta de Priscila Lena Farias (SENAC/SP, Doutora pela PUC/SP), Lauro Augusto de Paiva Cavalcanti (Pós-Doc, UFRJ e professor do PPDESDI), Gulherme Cunha Lima (Coordenador do PPDESDI e doutor da University of Reading, Inglaterra) e Edna Lúcia Cunha Lima os dois últimos, respectivamente, orientador e co-orientadora. Além de elogios ao detalhamento da pesquisa, foram tecidas observações ora para garantir conforto na leitura e rigor na escrita, além de uma adequada estruturação desta quando se fizer uso de classificações.
Recomendou-se evitar certos vícios de linguagem (uma prática seria pedir para que terceiros leiam o texto, além do revisor); usar classificações consagradas ou de outros autores ou evitar sobreposições de classificações ao criar sub-classificações de um assunto; procurar usar notas para que as referências não interfiram na fluidez e compreensão do texto.
Como a própria Rita explica, “para analisar meu objeto de estudo eu precisei criar classificações a partir de classificações e terminologias de autores respeitados. Mas essas classificações não eram suficientes para o objeto, por isso, precisei adaptá-las. Mas é claro que não se esgotam em si mesmas e podem ser aperfeiçoadas. (…) Os livros e autores que usei foram ‘Produção Gráfica’de James Craig e ‘Dicionário de artes gráficas’ de Frederico Porta. São livros antigos, mas que justamente por isso, me ajudaram e me deram definições melhores.”
Foi elogiado o fato de se evitar um “historicismo” do tema, não definindo de um “marco zero” dentro do design gráfico, embora se tenha usado esse “marco zero” em outros assuntos relacionados. Também foi colocado que a crítica ao objeto de estudo é algo desejável para criar uma análise o mais imparcial possível.
Foi comentada a necessidade de mais comparações com referências internacionais, assim como citação de obras fundamentais dentro do mesmo tema. Outro ponto levantado foi a necessidade de uma conclusão sobre a importância (influências) da revista no design brasileiro. Todas essas observações visam não criticar mas engrandecer o trabalho.
Enfim, foi uma defesa excelente, uma pequena aula de design gráfico, passeando pela história do mesmo assunto.
Sem comentários »Inscrições de artigos
Repassando o link para quem deseja publicar artigos, aproveitando a produção do mestrado:
http://www.infodesign.org.br
Inovação em EAD
A apresentação era para ser sobre inovação tecnológica em diversas áreas, mas acabou sendo apenas sobre EAD, comigo e Bruno Corrêa que tratamos do mesmo tema, uma vez que o restante da turma irá apresentar em outras datas/oportunidades.
Eu apresentei o tema “Inovação tecnológica em EAD de Webdesign”, um estudo de caso sobre os sites Web Para Designers (WPD) e Web Style Guide (WSG), enfocando ensino teórico de webdesign. O WPD é um curso (pago) de teoria sobre o webdesign, com conteúdo escrito ou em forma de chat. O WSG é um resumo de um livro homônimo, que disponibiliza informação com acesso gratuito, promovendo o livro.
Em linhas (bem) gerais, os sites analisados apontam para inovações baseadas aspectos tecnológicos, estruturais e comerciais, em processo de convergência tecnológica. Possuem competitividade estratégica, de processo, produto, se posicionando no mercado como seguidoras dentro de um mercado existente.
Por outro lado não abordam inovações substanciais ou radicais, nem abordam aspectos de fusão tecnológica. Irei aprofundar a pesquisa antes de dar um parecer final, e, após isto, o texto deverá ser encaminhado pelo prof. Vicente a uma publicação científica.
Bruno analisou o tema “A evolução tecnológica como fator de evolução do Ensino á Distância”. Bruno pesquisou que o EAD (ensino à distância) já está entrando na sua 5ª fase, onde a hipermídia adaptativa pode contribuir para esse cenário de modo efetivo.
Bruno fundamentou sua hipótese entrevistando profissionais ligados ao EAD, com entrevistas abertas. Foi concluído que as inovações nesta área são incrementais, baseados em tecnologia que não oferecem experiência de usuário motivante.
Uma das conclusões – ou debates – que ocorreram durante a apresentação é de que há 10 anos o tema de Bruno seria impensável na área de design, e que as iniciativas na área de EAD via internet carecem da atuação do designer seja para desenvolver a interface do usuário ou na metodologia. O fato de profissionais de informática – e não educadores - se envolverem com projetos “práticos” de EAD foi algo que provocou estranheza, talvez pelo fato de serem raras equipes multidisciplinares para esse fim. Isso também foi percebido no uso da tecnologia (o Moodle é a tecnologia mais utilizada no Brasil, em vez do AHA!, uma ferramenta adaptativa, pesquisada por Bruno).
Palavras-chave: EAD, Ensino a Distância, hipermídia, adaptativa, webdesign, teoria.
Bruno Corrêa apresentando seu tema: Inovação em cursos de EAD
Vicente Cerqueira e Bruno debatendo a apresentação
Sem comentários »Ano novo, Blog novo
Vamos começar este blog de 2008 com cara nova. Até porque como a maior parte de meus colegas (eu incluso) não tem mais matérias a cumprir, os posts deverão girar em torno de defesas, teses dos mestarndos (vide seção Sobre nós) e produção acadêmica (os “white pappers” ou artigos científicos).
Assim sendo, até breve pessoal!







